sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Maria vai depressa.

E logo a essa hora do dia.
Ultimamente ela tá estranha.
Maria saiu depressa. Mas logo Maria?
Onde será que ela vai com tanta pressa?
Zé da feira observa. Sabe algo importante aconteceu.
Ãn?? Perguntou o jovem ajudante da quitanda.
Ora, não é nada que nos diz respeito. Somente a Maria.





terça-feira, 16 de novembro de 2010

No consultório

-Então, doutora, é ar preso?
-Não, é câncer.

EG

 [...]

- E foi assim que eu parei.

Dois minutos depois, outro cara:

- Tô aqui por causa de minha mulher. Das mulheres que comi e que me largaram. As que larguei, enfim. Toda vez que tô na merda saí alguma coisa. Merda ou alguma coisa que preste. Na maioria das vezes é alguma coisa que presta que considero como merda. Mulher vai e vem e o álcool acaba se tornando seu melhor amigo, psicólogo e tudo mais. O cigarro é o companheiro pra todas as horas. Ele e o álcool. Mas voltando: Mulher vai e vem e acabei começando a escrever. Viciei. Vício assim como o álcool e o cigarro. Mas a arte de escrever não se encontra nos botecos da esquina, no bolso do paletó de algum sacana. Nããão. E hoje que não tenho mais mulheres não fico mais na merda. Não escrevo mais. Foi assim que parei.

- Então, a sessão dos Escritores de Gaveta fica por aqui.  Até a próxima quinta.

sábado, 6 de novembro de 2010

rs

torcedores do Bahia falam tanto em tri-co-lor. Mas quando é perguntado as cores do time respondem, na maioria das vezes, quase sempre, azul e vermelho. Dessa forma o Baêa - como de fato é chamado - é bicolor.
rs

!-

 Modernizar o passado.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Trimmm

Fazia o relógio todas as manhãs. Ele então acordava, preparava seu banho, café. Deixava as roupas prontas na noite anterior. Após o banho fumava e tomava café. Eram três, quatro cigarros em menos de meia hora. E toda manhã, ao acordar, era assim.
Tirava o carro da garagem e na esquina mais cinco cigarros eram fumados. Antes do almoço mais três. Após o almoço mais três. E nesse modo seguia.
Durante a tarde era um cigarro a cada 15 minutos. Toda tarde.
No entardecer até a queda da noite e o banho e o jantar e o café e até pegar no sono se iam um maço.
E assim ia fumando. Todo dia.
Mas numa manhã de quinta o despertador do relógio tocou. A roupa estava pronta e o banho e o café. O carro estacionado na garagem. Os cigarros estavam sobre o criado mudo.
O despertador parou de soar. O tempo passou e continuou a passar.
Mas nos dias seguintes a roupa não seria mais utilizada, assim como o banho e o café e os cigarros. Não tinham mais precisão.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Na janela

Ela olhava
O vento assoprava de leve os cabelos
Lá de cima via os carros pequeninos passarem
De repente: tbaf!
Mais um carro a caminho do seguro.